sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A EVIDÊNCIA BÍBLICA PARA O CONHECIMENTO MÉDIO

*Tradução: Douglas Ferreira da Silva
Porque sugiro que Deus tem conhecimento médio? Basicamente, duas categorias podem ser consideradas aqui: bíblica e teológica. No século 16 teólogos perceberam que tinham boas razões bíblicas para asseverar que Deus possui conhecimento médio. Um dos muitos  textos  citados foi 1 Samuel 23: 6-13:

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Um argumento a favor do livre-arbítrio

Gerald Harrison*

Para alguns filósofos, nossas decisões são livres apenas se forem sem causa. Para outros, a acusação é necessária para impedir que nossas decisões sejam descontroladas. Para alguns, a causação precisa ser indeterminística. Para outros, ela precisa ser determinista. Para outros ainda, nem uma coisa e nem outra importa.
No entanto, há uma concordância quase unânime de que o livre-arbítrio é necessário para estabelecer responsabilidade moral. Ou seja, o livre-arbítrio é necessário para nos fazer merecedores de louvor, censura, recompensa ou punição por nossos atos, e para que sejam válidas as chamadas “atitudes reativas”, como ressentimento, culpa e perdão.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Van Inwagen e o Argumento da Consequência contra o compatibilismo

Entre os argumentos recentes no debate sobre livre-arbítrio e determinismo, um dos mais famosos é o argumento da consequência de Peter van Inwagen, que pretende mostrar que o combatibilismo é falso. O compatibilismo é a visão de que todas as nossas ações poderiam ser totalmente determinadas pelas leis da física mas que, ao mesmo tempo, poderíamos ter livre-arbítrio no sentido necessário para a responsabilidade moral. Van Inwagen introduz a essência desse argumento perto do início do seu livro sobre livre-arbítrio e depois oferece três versões técnicas detalhadas dele. Incluímos aqui apenas a versão simples e a primeira formalização técnica (que pretende mostrar eu, sob o determinismo, nunca agiríamos de nenhuma outra maneira que não seja a maneira pela qual agimos).

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Armínio e Sua Visão da Escritura



A cognoscibilidade da justiça de Deus está intimamente ligada à visão de Armínio da Escritura, o que intimamente está correlacionada com o seu intelectualismo (cf. mais adiante). A resposta de Armínio aos dez axiomas (axiomata) de Perkins em seu “Exame do planfleto do Dr. Perkins” (Examen Perkinsiani) claramente ilustra isso. Ele nega que estes axiomas sejam geralmente aceitos e que podem ser atribuídos ao estado obscurecido da mente como resultado do pecado, e prossegue sua critica de modo enérgico. Dois desses assim chamados axiomas o levam ao desenvolvimento de sua visão da justiça de Deus. Já em conexão com o primeiro axioma Armínio enfatiza que o princípio de que todas as ações de Deus são justas não nos permite atribuir algo a ele que possa ser injusto de acordo com os padrões humanos.